quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Bancos estão levando mundo a colapso financeiro mundial e oposição está fazendo politicagem

Confira aqui entrevista completa do Jurista Fábio Konder Comparato 

"...o deficit orçamentário no Brasil é composto por 96,9% de juros da dívida pública e apenas 3,1% de deficit de receitas em relação a despesas orçamentárias"...

 “A lei é a lei”
Comparato questionou o rito que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, quis impor à análise dos pedidos de afastamento. “É o que as liminares [do STF] dizem. Ele [Cunha] não tem competência para isso. O processo de impeachment é regulado por lei”, defendeu. E, segundo ele, não há brecha na legislação. “A lei é a lei.”

O jurista defendeu ainda que o Supremo não ultrapassou nenhuma regra jurídica, ao suspender o rito estipulado por Cunha. “Respeitou perfeitamente as regras que definem um processo por crime de responsabilidade”, avaliou, no dia em que Cunha informou que irá recorrer da decisão do Supremo.

Ao comentar a insistência dos que tentam por várias vias derrubar Dilma, ele afirmou que “essa reiteração de pedidos é fruto da politicagem”. De acordo com o jurista, trocar de presidente não contribui para resolver as grandes questões do país, hoje mais relacionadas à economia, em um contexto de crise global.

“O que ninguém até agora está entendendo é que nós – o Brasil e, na verdade, todos os países do mundo – estamos afundados num perigo imenso, que é a probabilidade de um colapso financeiro mundial. Na verdade, o mau funcionamento do governo atual é um simples sintoma de uma doença muito mais profunda. Quer dizer, tirar a presidenta Dilma Rousseff equivale a tratar uma infecção generalizada com aspirina. Eu gostaria de chamar a atenção sobre esse fato”, disse.

De posse de vários números, ele apontou a desindustrialização e o enorme poder dos mercado financeiro como grandes questões colocadas no cenário atual. Comparato afirmou que o sistema financeiro hoje comanda o Estado brasileiro.

“Para se ter um ideia, o deficit orçamentário é composto por 96,9% de juros da dívida pública e apenas 3,1% de deficit de receitas em relação a despesas orçamentárias. Ora, esses juros da dívida correspondem a papéis que foram emitidos pela União e foram negociados pelos bancos. Os bancos tomaram esse papéis, de modo que a União está nas mãos deles. E se a União não pagar, obviamente os bancos vão entrar com ações e o Brasil seria considerado internacionalmente insolvente”, criticou.

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