sexta-feira, 29 de julho de 2011

Há exatos mil, cento e cinquenta dias atrás...

Eu ainda posso sentir as batidas daquele coração. A qualquer hora, em qualquer momento, no trabalho, a noite, de madrugada: Reinava sempre o mesmo pensamento, meu mundo girava em torno daquela viagem semanal que já não podia fazer mais. 

Lembrava com saudades das épocas em que passar por aquelas montanhas era uma rotina que fazia sem avisar. Relembrava quando ia de sopetão. No meio da madrugada decidia chegar lá sem aviso, de surpresa. Sim, conhecia cada curva e gostava de passar até pelo cheiro ruim do Cortume à beira da estrada. Gargalhava quando sentia o fedor. 

Ouvia músicas românticas que recordavam às viagens pelos lagos, fazendas e de nossos passos caminhando por aquele centro que não tinha mais como transitar. 

Por aquele tempo achei que as coisas tinham chego no ponto em que não havia como seguir em frente. Não naquela direção e por mais que fizesse eu sabia que aquela jornada não renderia mais os mesmos frutos. Era terrível concluir assim. Enfim..., era isso, isso, ou isso...

Em certos momentos, nos de maior desafio, vc descobre e sente toda força do Universo e da vida. Sim, todo  dia tem Sol, toda noite tem Lua, toda semana pode chover, toda árvore pode florêscer, cada mês é um novo período e em cada ano tem a primavera. Sim, em cada momento vc tem um coração, uma alma, um sentimento.

Por mais que digam o contrário, o mundo conspira em cada segundo pra que a esperança seja um fonte eterna e cada um dos sonhos se realize. Eu sempre acreditei em sonhos porque eles são sempre realizados e são tão lindos vivê-los que já aprendi a forma de continuar curtindo cada momento. E foi assim que tudo se recomeçou...

Há exatos mil, cento e cinquenta dias atrás eu estava há 30 dias de um novo e grandioso encontro. Um acontecimento que mudaria pra sempre, mais uma vez, a minha vida. Destino insólito. Um dia qualquer, uma nova e deliciosa ordem. Inesperada, fascinante e imprevísivel.

Uma chuva veio e lavou toda a coisa ruim. Um dia de Sol evaporou as gotas que sobraram das enchorradas da tempestade. Um perfume de terra molhada foi tomando conta de um novo amanhecer. A Lua chegou em meio a um Céu estrelado. Naquela noite dormi como um anjo e fui coberto de muito amor.

Meu riso veio tão intenso neste dia. Um novo dia recomeçou. Adorei cada novo segundo daquela nova era e soube então, mais uma vez, que a vida é tão renovadora e linda que não permite que o amor morra. Ele só se transforma.

É...foi assim que os trinta dias depois dos mil, cento e cinquenta dias atrás foi se consumindo até o seu último. No vigésimo nono eu já sentia que estava as vésperas de uma revolução, uma deliciosa revolução.

Enfim...é assim que as coisas acontecem...São em momentos assim que coisas mágicas ocorrem. A vida é assim...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Fique a vontade pra comentar...