domingo, 24 de abril de 2011

O dia dos mosqueteiros, uma páscoa e nós três...

Foi uma noite estranha, dormi muito bem, sonhei com algo diferente e acordei com a Sofia dizendo que era 9:15 e perguntando se iríamos mesmo pra sessão de cinema das 12:30. Fiz café pra ela, o Rafa ligou em seguida e combinamos em qual horário sairíamos. 

Dias atrás ela insistiu pra criarmos um dia no mínimo mensal, no máximo bimestral, de reunião dos 3 mosqueteiros: Ela, Rafa e Eu, "o dia da família". Disse sim, Rafa também concordou, ainda mais agora que ele fica distante de segunda a sexta na faculdade em Sorocaba.

Eu poderia estar jogando pôquer, xadrez, quem sabe truco e andando por aqueles lugares magníficos que aprendi a gostar e tão difícil de esquecer. Poderia estar curtindo aquele sorriso, cuidando dela como gosto de cuidar de mim, ouvindo músicas, dançando, fazendo àqueles filmes malucos e curtindo as férias distante de casa. Poderia estar amando a quem me domina tanto. Já que não posso porque fiz uma idiotice, vou curtir estes momentos e esta grande idéia da Sofia.

Este primeiro dia dos mosqueteiros  foi super bacana e divertido.

No almoço, Sofia falou quase sem parar, um papo cabeça como se fosse muito maior do que é, quer escolher onde vamos almoçar da próxima vez. Rafa tava tranqüilo, em paz, falou dos trabalhos e trocamos idéias dos primeiros dias de faculdade e dos novos amigos. 

O filme Rio é divertido. Têm lá umas mensagens que não são legais, diferem da realidade, mas tudo bem, acaba sendo um bom filme e propaganda do Rio de Janeiro. O Rafa que tinha sido alertado porque acharam o filme ruim, discordou da opinião dos amigos e achou um excelente filme. Sofia, oras, foi só elogios. A verdade é que o filme faz a gente rir, se emocionar e se bobear até chora. Bom...acho que não conto porque atualmente eu choro por qualquer história de amor. Embora deva-se levar em conta isso, a animação RIO é sim uma história de romance com final feliz, dá sim pra chorar no final.

Meu filho está muito bonito, muito carinhoso e bem mais calmo. Sinto que ele tirou um peso enorme das costas e está adorando fazer o Curso de Ciências da Computação na Universidade de Federal de São Carlos. Quando ele fala transmite um brilho e energias incomparável, ficando notório sua felicidade.

A felicidade é tão linda que eu, francamente, desejo mais é que as pessoas que amo sejam profundamente felizes. Se isso acontece todos nós nos realizamos também porque amar é querer o bem de quem amamos. Eu sempre lembro daquela história do escritor Rubens Alves sobre a tristeza de seu filho quando estava namorando. Ele dizia que o filho estava preso e infeliz, ao se libertar do namoro era como um passarinho que cantava livremente em todos os lugares. A moral desta história é que um pássaro feliz é aquele que canta por estar livre, assim ele visita nossa janela toda manhã, nos premiando com seu encanto. Meu filho está assim, Sofia também e é bom sentir que as pessoas que amo estão assim. Quanto a mim, sim, do meu jeito, à minha maneira, curtindo estes dias e noites lindas, sim, eu estou vivendo, toh sendo também feliz.

Uma coisa boa destes momentos que sentimos tanto amor é que dá pra ouvir as batidas do coração. Dá pra ver as profundidades de cada música. A gente valoriza cada imagem bonita que o planeta nos proporciona e, principalmente, percebemos a grandeza da vida, o quão belo e apaixonante é viver.

Poder sair por aí com estas duas figuras lindas e saber que elas são meus frutos é algo raro. A gente fica com uma sensação de riqueza. 


Eu sei que todos querem mais, eu também quero. Eu queria poder fazer aquela longa viagem, queria poder aterrizar naquele lugar, de olhar chegando aquela pele morena de cabelos longos. De poder abraçar, sentir aquele cheiro, de ouvir todo mundo falando numa língua que nada entendo. É...eu gostaria de poder chorar de felicidade novamente, no entanto, posso ser feliz a esta maneira, sabendo que quem amo está bem e tão feliz como meus lindos e grandes filhos. Oras, isso é muito bom, esta realidade é muito linda e também toh adorando este momento.

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