domingo, 17 de fevereiro de 2008

O que é NAFTA?

Acordo de Livre Comércio da América do Norte Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (North American Free Trade Agreement) ou NAFTA é um tratado envolvendo Canadá, México e Estados Unidos da América que somados tem aproximadamente 380 milhões de habitantes e seu PIB (produto interno bruto) de mais de 7 Trilhões de dólares.. O tratado entre os 03 países foi assinado em 1992.
...”Criado em 1992, tem como países membros os Estados Unidos da América, México e Canadá. O acordo prevê a instalação de uma zona de livre comércio entre esses três países. Esta área esta baseada na livre circulação de mercadorias e serviços entre os países membros. Isto acontece por eliminação das barreiras legais, e das tarifas alfandegárias, ou seja, está limitado apenas à área comercial. O que se busca é ampliar os horizontes de mercado dos países membros e maximizar a produtividade interna de cada um. Ao contrário da União Européia, o NAFTA não aponta para a unificação total das economias dos países que deles fazem parte...” (Internet - 1) http://www.facom.ufba.br/com112_2000_1/geo_on_line/nafta.htm “... O Nafta é um acordo de livre comércio que estabelece uma eliminação tarifária progressiva, de forma que após dez anos do início do acordo (1994), as barreiras comerciais deixariam de existir. Dentro das regras estabelecidas para o acordo, visou-se principalmente proteger as economias dos países envolvidos e impedir que outros países pudessem ter acesso ao mercado norte americano por meio desse acordo. Na área de serviços, o Nafta prevê uma abertura comercial, de forma a permitir o comércio entre fronteiras e ainda uma garantia de direitos de propriedade intelectual e tratamento diferenciado para os setores têxtil, de vestuário, automotriz, de energia, de agricultura, de transporte terrestre e de telecomunicações...” (Internet 2, http://www.consciencia.net/2003/08/09/nafta.html) Devido a grande diferença socioeconômica entre Estados Unidos, Canadá e México, com essa união, principalmente os Estados Unidos e Canadá tem receio que ocorra transferências de indústrias para o México devido a mão de obra mais barata o que causaria uma grande onda de desempregos nos Estados Unidos e no Canadá. Por parte do México, a preocupação é que devido a menor tecnologia mexicana, e o fácil intercâmbio comercial para os outros 2 países do grupo, pode ocorrer o “crash” de vários setores da indústria mexicana. “... A grande questão que fez com que este acordo não fosse logo posto em prática, e que ainda hoje se discute muito, é a diferença socioeconômica entre o México e os outros dois países. O México ganha em contingente populacional, por exemplo, para o Canadá, mas dentre os três, é ainda o que possui o maior índice de analfabetismo e menor renda per capita e expectativa de vida. Os dois lados estão temerosos e se auto-avaliam. EUA e Canadá temem perder suas indústrias para um país em que a mão-de-obra é muito mais numerosa e barata, além de um provável aumento de imigração mexicana; enquanto isso o México, teme a falência, pois sua indústria, como a econômico em geral, ainda não está devidamente capacitada para concorrer com o poder e o desenvolvimento norte-americano. Outro problema que preocupa o México, e mais especificamente sua população, é o agravamento do desemprego devido ao intercâmbio de tecnologias, que proporciona a automatização e a robotização das indústrias ”... (Internet - 1) http://www.facom.ufba.br/com112_2000_1/geo_on_line/nafta.htm
Quando entrou em vigor? O atual NAFTA entrou em vigor em 1994, com um prazo de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países, estando aberto a outros países. “... Após 9 anos de Nafta, México vive pobreza e desemprego Assinado em 1994, o Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) foi vendido como a salvação para a economia mexicana. Após nove anos de acordo, mais da metade dos mexicanos vive na pobreza, 19% na indigência, e desemprego continua crescendo. Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior, 3 de julho, 2003...” ( Internet 2, http://www.consciencia.net/2003/08/09/nafta.html) ____________________________________________________________________________ Blocos Econômicos Uma nova ordem econômica se instalou no mundo a partir do inicio da década de 90. Trata-se de romper fronteiras, ampliar mercados de consumidores, eliminar o conceito de nações e de soberania sobre territórios e suas economias. É a idéia dos blocos econômicos, do Neo-Liberalismo, ou novo capitalismo. Visa o fim das barreiras comerciais, com mudanças nas legislações trabalhistas, diminuições de direitos sociais, expansão de mercados, globalização do mercado. Num mundo onde os países têm diferentes realidades de desenvolvimento industrial, tecnológicos, sociais, culturais, educacionais – a quem interessaria o livre comércio e o fim das proteções de mercados e das soberanias das nações? Até que ponto deve se acreditar que a idéia dos Blocos Econômicos e do livre mercado entre as nações visam o desenvolvimento mundial? Os Blocos Econômicos são parte de um objetivo das grandes corporações mundiais em conquistar mercados, gerando mais lucros e riquezas para os mais ricos: empresários, banqueiros e países mais desenvolvidos. Trata-se tão somente de uma estratégia empresarial, nada mais. Os governos, os Estados, são tão somente peças e ferramentas. Estruturas legais e operacionais dos poderosos grupos que dominam o mercado capitalista mundial. A idéia do Nafta Parte do comunicado conjunto dos: “... Os Representantes De Comércio Dos Estados Unidos, Canadá E México Reúnem-Se Em Washington...” "... Nossa cooperação sob o Nafta estende-se ao nosso sério compromisso de lançar uma nova rodada de negociações comerciais multilaterais na 4a Conferência de Ministros da OMC em Doha, Catar, devido à sua contribuição crítica ao crescimento econômico global e ao desenvolvimento. Assim como o Nafta demonstrou decisivamente que países com níveis diferentes de comércio e desenvolvimento se beneficiam de um acordo de livre comércio, estamos convencidos de que maior liberalização comercial na OMC pode trazer benefícios para todos os seus membros. Portanto, trabalharemos com nossos parceiros comerciais para obter uma agenda pragmática e ambiciosa que atenda aos interesses e preocupações de todos os membros da OMC. Esperamos trabalhar de maneira afinada e buscar outros parceiros comerciais para assegurar um lançamento bem-sucedido...” (internet 4, http://livrecomercio.embaixadaamericana.org.br/?action=artigo&idartigo=27) No mundo real, depois de 09 anos do NAFTA... NAFTA GERA FUGA DE EMPRESAS, DESEMPREGO, QUEBRADEIRA NO SETOR IMOBILIÁRIO NOS EUA, DESEMPREGO E AUMENTO DOS INDICES DE POBREZA E FOME NO MÉXICO. O CANADÁ TAMBÉM SOFRE EFEITOS PARECIDOS. (Internet 2 http://www.consciencia.net/2003/08/09/nafta.html)
“... Após 9 anos de Nafta, México vive pobreza e desemprego Assinado em 1994, o Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) foi vendido como a salvação para a economia mexicana. Após nove anos de acordo, mais da metade dos mexicanos vive na pobreza, 19% na indigência, e desemprego continua crescendo. Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior, 3 de julho, 2003 Um dos principais argumentos utilizados pelo governo dos EUA para defender a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) é o benefício trazido pelo Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) aos países participantes (México, Canadá e EUA). A população mexicana ainda aguarda a concretização desses benefícios. Mais da metade dela vive na pobreza e 19% na indigência. Nos anos de vigência do Nafta, a cesta básica de alimentos aumentou em 560% o seu valor, enquanto que os salários cresceram apenas 136%. O Nafta é um acordo de livre comércio que estabelece uma eliminação tarifária progressiva, de forma que após dez anos do início do acordo (1994), as barreiras comerciais deixariam de existir. Dentro das regras estabelecidas para o acordo, visou-se principalmente proteger as economias dos países envolvidos e impedir que outros países pudessem ter acesso ao mercado norte americano por meio desse acordo. Na área de serviços, o Nafta prevê uma abertura comercial, de forma a permitir o comércio entre fronteiras e ainda uma garantia de direitos de propriedade intelectual e tratamento diferenciado para os setores têxtil, de vestuário, automotriz, de energia, de agricultura, de transporte terrestre e de telecomunicações. Em vigor desde 1994, o Nafta serve de exemplo para demonstrar o que acontece quando países em situações econômicas, sociais e tecnológicas muito diferentes organizam um bloco de livre circulação de investimentos e mercadorias. Segundo análise do Economic Policy Institute, de Washington, os resultados foram piores para o México, mas também trouxe derrotas para os trabalhadores norte-americanos. Empresas dos EUA fecharam e foram instalar-se no México, onde a mão-de-obra era mais barata e as leis trabalhistas mais flexíveis. Nos EUA, estima-se que pelo menos 766 mil postos de trabalho foram eliminados na indústria. “Maquiladoras” são campeãs em trabalho infantil Uma das novidades introduzidas pelo Nafta foi a instalação das chamadas “maquiladoras” no México, empresas imunes às leis trabalhistas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), essas empresas são as que mais empregam mão-de-obra infantil no planeta, colocando o país como campeão mundial da categoria: 5 milhões de crianças menores de 14 anos estão trabalhando. Elas são as únicas empresas que, estatisticamente, trouxeram mais empregos. De 1999 à 2000, cresceram 13,4% e ocupam 1,3 milhão de pessoas. Essa indústria é hoje responsável por 47% do total das exportações mexicanas. Os salários, porém, encolheram após o Nafta. Em 1994, era em média US$ 2,10 por hora na indústria manufatureira, caindo para US$ 1,90 por hora em 1999. E apesar do trabalho informal ter aumentado, a renda individual caiu 40% em média, já que não é possível haver espaço nem mercado para tantos trabalhadores demitidos do trabalho formal. Os defensores do acordo argumentam que ele provocou uma grande elevação das exportações mexicanas. De fato, nos primeiros três meses de vigência do Nafta, as exportações do México cresceram 25%, mas suas importações aumentaram 73%. Ao invés das prometidas 600 mil vagas de emprego, ao final do primeiro trimestre havia 105.225 empregos a menos no país, segundo cifras oficiais. Enquanto isso, as exportações de automóveis produzidos nos EUA para o México cresceram cinco vezes em comparação com o mesmo período de 1993. Aumento do desemprego Quando o Nafta entrou em vigor, em 1994, a opinião dominante era de que o México experimentaria uma nova fase de crescimento econômico, com forte geração de empregos. Os governos do Canadá, México e EUA assinaram o acordo anunciando uma era de prosperidade para toda a região. Dez anos depois, mais da metade da população mexicana permanece vivendo na pobreza e o desemprego cresce há dois anos, especialmente nos setores exportadores, os quais, supostamente, deveriam ser os maiores beneficiados pela assinatura do Nafta. A análise é do jornal Financial Times, em matéria publicada nesta terça-feira (dia 1°) que analisa os efeitos do Nafta para a economia mexicana. Segundo a matéria do jornal inglês, a economia mexicana fracassou na tentativa de melhorar sua competitividade durante a primeira década do Nafta, perdendo para a China o posto de maior exportador para os EUA. O problema do desemprego vem se agravando em razão do quadro recessivo da economia norte-americana. A Volkswagen do México, instalada no município de Cuautlancingo, estado de Puebla, acaba de anunciar a demissão de dois mil trabalhadores, o que representa 20% do total de empregados da empresa. A empresa decidiu reduzir em 24% seu programa de produção para 2003 em razão da queda das vendas nos mercados de exportação, especialmente nos EUA. Segundo Thomas Karig Geretch, diretor de Relações Corporativas e Estratégia da empresa, as demissões são necessárias para “equilibrar os custos e manter a estabilidade das finanças”. “A redução de 24% no programa de produção tem como conseqüência direta a diminuição do número de trabalhadores”, admitiu o executivo da Volkswagen. A empresa admite rever sua decisão caso o sindicato de trabalhadores aceite discutir redução dos salários. Além de causar sérios prejuízos para a economia de toda a região de Puebla, a decisão da Volkswagen é um fator de inquietação para as demais montadoras de automóveis instaladas no país, que também sofrem prejuízos com a queda nas vendas dos seus produtos. Essa queda é um indicativo da persistência do quadro recessivo nos EUA, principal mercado comprador dos automóveis produzidos no México. Atrelamento total à economia dos EUA Segundo o economista Osvaldo Martinez, diretor do Centro de Investigações da Economia Mundial, o acordo trouxe mais prejuízos do que benefícios para o México, gerando um quadro de deterioração da economia nacional e de retrocesso social, com agravamento do problema do desemprego. Nos anos 70, sem o Nafta, a economia mexicana cresceu em média 6,6% ao ano, enquanto que nos anos 90, com o Nafta, seu crescimento foi de 3,1% ao ano. Examinando esse crescimento por habitante, nos anos 70 o produto per capita mexicano cresceu 3,4% em média por ano, enquanto que, nos anos 90, esse crescimento foi de apenas 1,3% ao ano. Estima-se que, neste período, o trabalho informal abrange cerca de 50% do total dos trabalhadores mexicanos em atividade. Esses trabalhadores não têm qualquer direito trabalhista, recebem baixos salários, não têm direito à sindicalização, aposentadoria, férias ou licença por motivo de doença. Numa população perto de 100 milhões de habitantes, cerca de 20 milhões sobrevivem em precárias condições de trabalho. Outro argumento utilizado pelos defensores do Nafta é que o acordo provocou um grande fluxo de investimentos internacionais para o México. De fato, entre 1998 e 2000, o México assistiu ao ingresso de 36,4 bilhões de dólares de investimentos estrangeiros. No entanto, no mesmo período, o déficit em conta corrente do país chegou a 48,7 bilhões de dólares. Em 2000, a dívida externa mexicana alcançava os 163,2 bilhões de dólares, mais do que o dobro da registrada em 1982, quando estourou a crise da dívida na América Latina. Para Oswaldo Martinez, o Nafta representou uma crescente dependência das relações econômicas do México com os EUA. Antes do acordo, essas relações eram mais diversificadas com o resto do mundo. Após o Nafta, cerca de 74% das importações mexicanas vêm dos EUA e 89% das exportações são dirigidas a este país. Quando a economia norte-americana sofre uma queda, como ocorre atualmente, a mexicana cai junto. Desnacionalização da economia As locomotivas da economia mexicana são cerca de 300 grandes empresas, a maioria delas filiais de transnacionais norte-americanas. Em torno delas, agrupam-se as empresas “maquiladoras”, (situadas na região da fronteira com os EUA, onde se montam produtos com peças e componentes vindos do país vizinho com vantagens decorrentes da mão-de-obra barata) que simplesmente fazem a montagem dos produtos e importam praticamente tudo, explorando a mão-de-obra mexicana, cerca de 15 vezes mais barata do que a norte-americana. Esse grupo de 300 empresas, somadas às maquiladoras, são responsáveis por cerca de 96% das exportações mexicanas. Os 4% restantes vêm de pequenas e médias empresas, permanentemente ameaçadas de absorção pela grande ou simplesmente de fechamento. A desnacionalização da economia mexicana é total. No setor têxtil, 71% das empresas são norte-americanas, que se instalaram no país depois de aniquilar a concorrência mexicana. Segundo estudo feito por economistas mexicanos, para cada dólar de exportação industrial do México para os EUA, há apenas 18% de componentes nacionais. No caso das “maquiladoras”, para cada dólar exportado a participação de componentes mexicanos é de apenas 2 centavos. O transporte de carga por rodovias, após a criação do Nafta, foi liberado imediatamente, ao contrário do que ocorreu no processo de integração européia, onde essa experiência demorou 40 anos para virar realidade. Um dos efeitos dessa medida é que o estado do Texas rejeita cerca de 50% do transporte mexicano, o Arizona, 42% e a Califórnia, 28%. Os três estados fazem fronteira com o México. Concorrência desigual na agricultura No setor agrícola, os prejuízos não são menores. Em janeiro deste ano, milhares de agricultores mexicanos reuniram-se na capital do país para uma enorme manifestação contra a entrada do México no Nafta. Os manifestantes pediram novas políticas agrícolas e pecuárias e a saída imediata do México da Nafta. Eles afirmam que uma cláusula do pacto que entrou em vigor em janeiro – permitindo a entrada de produtos agropecuários livres de taxação – terá um efeito devastador nas fazendas mexicanas. Segundo dados da Câmara Comercial Brasil-México, atualmente 90% do intercâmbio comercial mexicano é feito com os Estados Unidos. As exportações mexicanas de produtos agropecuários aumentaram nos últimos anos, saltando de US$ 3,2 bilhões, em 1993, para US$ 6,2 bilhões, em 2001. No entanto, a importação de produtos agropecuários norte-americanos pelo México também subiu muito. Os produtores mexicanos, especialmente os pequenos e médios, não tiveram condições de enfrentar o poderoso sistema de subsídios que sustenta a agricultura norte-americana e a superioridade tecnológica dos seus vizinhos. A produção mexicana de arroz foi substituída pelas importações dos EUA, que representam hoje mais de 50% do consumo mexicano desse cereal. A batata, tradicional produto da pauta de exportações mexicana, foi barrada no mercado norte-americano, sob o pretexto de barreiras fito-sanitárias. Enquanto isso, a batata dos EUA invadiu o mercado mexicano. O México também era um importante exportador de algodão. Passou a ser um dos maiores importadores do produto. A superfície agrícola do México foi reduzida e calcula-se que há hoje cerca de seis milhões de camponeses sem terra, que antes trabalham em cultivos que foram substituídos por produtos norte-americanos importados. Esses camponeses engrossaram as fileiras dos mexicanos que tentam atravessar o muro que os EUA construíram na fronteira com o México, ao longo do rio Grande. Muito deles acabam morrendo ou sendo presos pela polícia de imigração norte-americana. Após quase uma década de vigência do acordo, mais da metade da população mexicana não tem muito a comemorar...” Agência Carta Maior Mundo ____________________________________________________________________________ (internet 3) (http://www.cnmcut.org.br/verCont.asp?id=6760, portal dos metalúrgicos) “... 04/12/2007 - 08:00 As indústrias perdidas dos Estados Unidos A queda livre do dólar - parte 4 De Dietmar Hawranek, Alexander Jung, Armin Mahler, Christian Reiermann, Wolfgang Reuter e Gabor Stei Em seu livro, 'A Year Without 'Made in China': One Family's True Life Adventure in the Global Economy' ('Um Ano Sem o 'Fabricado na China': A Aventura da Vida Real de uma Família na Economia Global'), a autora Sara Bongiorni descreve os sentimentos mistos do norte-americano médio quando ele ou ela vai até o supermercado mais próximo. 'Quando vejo o rótulo 'Fabricado na China', uma parte minha diz: bom para a China. Mas uma outra parte sente uma onda de nostalgia, porque eu perdi alguma coisa sem saber exatamente o que'...” “... O valor do dólar é basicamente um número que representa a soma de todas essas transações. É um indicador da direção que a economia está tomando, e durante anos esse indicador vem apontando para baixo. O dólar perdeu 24% do seu valor em relação ao euro desde que a moeda européia foi criada. A supermodelo brasileira Gisele Bündchen, bonita, loura e aparentemente longe de ser burra, anunciou, através da sua gerente e irmã gêmea, Patrícia, que a partir de agora prefere ser paga em euros, em vez de em dólares. Atualmente os Estados Unidos são um país em grande parte destituído do seu centro industrial. As fábricas norte-americanas de hoje ficam do outro lado da fronteira com o México, ou na Ásia. Os seus produtos podem ser 'Concebidos nos Estados Unidos', 'Vendidos nos Estados Unidos' ou 'Projetados nos Estados Unidos', mas o termo 'Made in USA' parece que teve o mesmo destino dos dinossauros. Faz muito tempo que a IBM transferiu a sua produção de computadores pessoais para o Extremo Oriente. Os iPods da Apple são produzidos em iPod City, uma cidade fabril chinesa na qual vivem mais de 120 mil operários que recebem baixos salários...” “... A dívida externa dos Estados Unidos cresceu cerca de US$ 1 bilhão por dia em 2006, e atualmente supera os US$ 2,5 trilhões. Os domicílios privados norte-americanos atualmente devem cerca de US$ 13 trilhões a credores domésticos e estrangeiros. Cerca de 36% dessa dívida foi criada nos últimos cinco anos...” http://www.vermelho.org.br/alca/alca_a_quem_serve.asp A quem serve a ALCA? Afinal, a quem serve a proposta de criação da ALCA? De imediato, o senso comum indica que todas as investidas da maior potência mundial, os EUA, sempre prejudicaram os povos das nações dependentes. Ou seja: boa coisa não é! Esta impressão é confirmada pelos documentos que vazaram das negociações em curso e também pela experiência do Nafta, que já dura oito anos e envolve EUA, Canadá e México. A ALCA serve unicamente aos interesses do imperialismo ianque como expressão maior das corporações empresariais. Do ponto de vista da população de todos os países do continente, ela representa um violento ataque à soberania nacional, um atentado à democracia e uma brutal regressão dos direitos sociais. No caso do Nafta, nem sequer os trabalhadores norte-americanos, que aparentemente seriam beneficiados pelo crescimento da economia local, têm o que comemorar. Desde sua vigência, este tratado já eliminou 766 mil empregos nos EUA. Com o deslocamento das multinacionais para o México em busca de mão-de-obra barata, cresceu a chaga do trabalho precário e os salários perderam quase 30% do seu valor real. Já no Canadá, há tempos entre as nações do mundo com melhor Índice de Desenvolvimento Humano, 276 mil trabalhadores perderam os seus empregos. Segundo Maude Barlow, da ONG Council of Canadians, desde a implantação do Nafta “passamos a ter pessoas dormindo nas ruas e crianças passando fome”. Quanto ao México, que serve mais de referência para se prognosticar os estragos causados pela ALCA, os efeitos de um tratado de “livre comércio” são assustadores. Nos últimos oito anos, esta nação regrediu a condição de colônia de última categoria dos EUA. As multinacionais tomaram de assalto o país – não é para menos que o atual presidente mexicano, Vicente Fox, foi gerente da Coca-Cola. Hoje o México depende totalmente dos EUA. De lá provêem 74% das importações e para lá se dirigem 89% das suas exportações. A desnacionalização da economia atingiu as raias do absurdo com a “entrega” da poderosa estatal do petróleo, a Pemex, que atualmente serve de mera fiadora da dívida externa. Já a situação dos trabalhadores mexicanos se deteriorou de vez. Segundo as estatísticas oficiais, antes do Nafta existiam 11 milhões de pobres no país, cerca de 16% da população. Em 2001, já eram 51 milhões (58% dos mexicanos). Mais de 50% dos assalariados recebem, em termos reais, menos da metade do que recebiam há 10 anos atrás. Neste período, o número de mexicanos que ganham menos de um salário mínimo aumentou em um milhão e 8 milhões de pessoas submergiram na pobreza, despencando do patamar de “classe média”. Relatório recente da Unicef confirma que mais de um milhão de crianças começam a trabalhar aos seis anos de idade e têm jornadas diárias de até 12 horas. Na agricultura, cerca de 6 milhões de lavradores perderam suas terras e suas ocupações devido à invasão dos produtos agrícolas norte-americanos. Já no campo industrial, o país foi devastado pela praga das “maquiladoras” – multinacionais que se instalam na fronteira para explorar a mão-de-obra barata. Já são mais de 4 mil empresas deste tipo no país, que pagam salários 10 vezes inferiores aos pagos nos EUA. Nelas são comuns os casos de violação da frágil legislação trabalhista, de repressão ou simples proibição dos sindicatos, de horas extras forçadas e de maus tratos. Como 60% da mão-de-obra nas maquiladoras é formada por mulheres, são freqüentes as denúncias de abuso sexual e do trabalho penoso e insalubre. A experiência do Nafta demonstra que a imposição das regras do “livre comércio”, com a eliminação das medidas de proteção às economias nacionais, visa permitir que as megacorporações dos EUA engulam de vez os mercados do continente. A tendência natural é a destruição do que resta do parque produtivo destes países. Indústria, agricultura, comércio e serviço ficariam totalmente vulneráveis diante do poderio norte-americano. Com a quebradeira das empresas nacionais, haveria aumento do desemprego e queda dos rendimentos dos trabalhadores. Isto explica porque a ALCA só faz sentido com a servil adesão do Brasil. Como afirma o sociólogo Luis Fernando Garzon, “os dotes nacionais são inúmeros e invejáveis: a) um mercado interno que apesar de elitizado conta com mais de 30 milhões de consumidores; b) abundantes e valiosos recursos naturais, como a biodiversidade, petróleo, minérios metálicos; c) conjunto de empresas altamente competitivas ainda sob controle interno, como a Petrobrás, Furnas, Votorantim, Bradesco, Embraer, etc.; d) mão-de-obra relativamente qualificada e absolutamente mal paga; e) grande extensão de áreas de plantação, fornecedoras de matérias-primas agrícolas; f) um conjunto precioso de filiais de multinacionais com grande capacidade de reexportação”. A gula das multinacionais é insaciável e, por isso, o Tio Sam aponta o seu dedo para este quintal com tanto interesse. (internet 5, endereço segue acima) (Internet 1 http://www.facom.ufba.br/com112_2000_1/geo_on_line/nafta.htm) Blocos Econômicos NAFTAAcordo de Livre Comércio da América do Norte Criado em 1992 , tem como países membros os Estados Unidos da América, México e Canadá. O acordo prevê a instalação de uma zona de livre comércio entre esses três países. Esta área esta baseada na livre circulação de mercadorias e serviços entre os países membros. Isto acontece por eliminação das barreiras legais, e das tarifas alfandegárias, ou seja, está limitado apenas à área comercial. O que se busca é ampliar os horizontes de mercado dos países membros e maximizar a produtividade interna de cada um. Ao contrário da União Européia, o NAFTA não aponta para a unificação total das economias dos países que deles fazem parte. A grande questão que fez com que este acordo não fosse logo posto em prática, e que ainda hoje se discute muito, é a diferença socioeconômica entre o México e os outros dois países. O México ganha em contingente populacional, por exemplo, para o Canadá, mas dentre os três, é ainda o que possui o maior índice de analfabetismo e menor renda per capita e expectativa de vida. Os dois lados estão temerosos e se auto-avaliam. EUA e Canadá temem perder suas indústrias para um país em que a mão-de-obra é muito mais numerosa e barata, além de um provável aumento de imigração mexicana; enquanto isso o México, teme a falência, pois sua indústria, como a econômico em geral, ainda não está devidamente capacitada para concorrer com o poder e o desenvolvimento norte-americano. Outro problema que preocupa o México, e mais especificamente sua população, é o agravamento do desemprego devido ao intercâmbio de tecnologias, que proporciona a automatização e a robotização das indústrias. Por este acordo, ainda fica estabelecido que as empresas, de quaisquer dos países membros, instaladas em qualquer um dos demais, teriam liberdade absoluta de enviar lucros para sua respectiva sede. O NAFTA tem tudo para ser um grande bloco econômico se bem instalado, pois EUA, Canadá e México juntos correspondem a um mercado de cerca de 380 milhões de habitantes e um PIB de aproximadamente 10 trilhões de dólares. Isto é, se os mais fortes não prejudicarem a economia do mais fraco. ALCAMercosul 31 de Julho de 2001 Representante de Comércio dos EUA, Robert Zoellick. Pronunciamento Conjunto sobre a Comissão de Livre Comércio do NAFTA Os Representantes De Comércio Dos Estados Unidos, Canadá E México Reúnem-Se Em Washington O representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick, o ministro do Comércio Exterior do Canadá, Pierre Pettigrew, e o secretário de Economia do México, Luis Ernesto Derbez, encontraram-se em 31 de julho último em Washington para uma reunião da Comissão de Livre Comércio do Nafta, ocasião em que emitiram um pronunciamento conjunto, reafirmando a importância do Acordo de Livre Comércio da América do Norte e seu compromisso com a implantação plena desse acordo. Segue-se o texto divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA: Escritório do Representante de Comércio dos EUA Gabinete Executivo do PresidenteWashington, D.C.31 de julho de 2001 Para divulgação imediata Contato: Richard Mills, (202) 395-3230 Pronunciamento conjunto da Comissão de Livre Comércio do Nafta – Ampliando a parceria norte-americana Washington 31 de julho de 2001 – Após seu encontro de 31 de julho, a Comissão de Livre Comércio do Nafta, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoellick, o ministro do Comércio Exterior do Canadá, Pierre Pettigrew, e o secretário de Economia do México, Luis Ernesto Derbez, divulgaram o seguinte pronunciamento: "Recentemente ultrapassamos o ponto intermediário na implantação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) – um momento adequado para uma avaliação de nossos avanços até esta data e considerações sobre o trabalho que vem pela frente. A Comissão reconheceu a importância do Acordo para os três países na forma como fortaleceu e intensificou nossas relações econômicas trilaterais. "Observando os números positivos que refletem o aumento do volume de comércio e de investimentos entre nossos países desde a vigência do Nafta, acolhemos com satisfação o seu imenso sucesso. Os números por si só já falam. Desde 1994, o comércio entre os Estados Unidos, Canadá e México cresceu 128%.. De menos de US$297 bilhões em 1993, nosso comércio trilateral supera agora os US$676 bilhões ou mais de US$1,8 bilhão por dia. Os investimentos entre nossas três economias cresceram também significativamente, com os números totais desses investimentos atingindo US$1,3 trilhão em 1999. Como resultado desse aumento no volume de comércio e investimentos, milhões de empregos foram criados nos três países. "Estamos confiantes que o sucesso do Nafta nos seus primeiros sete anos se manterá quando continuarmos a implantação do Acordo, resultando em mais oportunidades para comércio e investimentos que beneficiarão consumidores, trabalhadores, agricultores e empresas em todo o continente. Ao revermos o Programa de Trabalho do Nafta, reconhecemos os avanços obtidos até agora pelas mais de vinte e cinco comissões, grupos de trabalho e outras entidades subsidiárias. Nossa discussão foi produtiva e abrangente. Na conclusão, reafirmamos nosso compromisso com a implantação plena do Acordo. Estamos particularmente satisfeitos com o avanço para uma quarta rodada de reduções aceleradas de tarifas e concordamos em trabalhar com afinco os procedimentos domésticos apropriados, a fim de que as mudanças entrem em vigor em 1o de janeiro de 2002. "Um acordo trilateral indicativo foi também firmado com relação a seis propostas de regras de origem específicas de produtos, liberalizando as regras aplicáveis a bebidas alcoólicas, petróleo/ cru após destilação primária, glicerol, jóias de pérola, fones de ouvido com microfones e chassis equipados com motores. Essas propostas resolverão alguns problemas técnicos e intensificarão o comércio. Foi firmado um acordo sobre propostas de retificações técnicas para esclarecer várias cláusulas de auditoria e, além disso, está quase concluído o trabalho trilateral sobre retificação técnica das regras de origem, com a finalidade de alinhar emendas adicionais ao Sistema Harmonizado, que entrará em vigor em 1o de janeiro de 2002. Pretende-se que todas essas emendas e retificações técnicas entrem em vigor na mesma época, 1o de janeiro de 2002. Instruímos os altos funcionários a continuar a trabalhar com vistas a uma maior liberalização das regras de origem do Nafta. "Examinamos o operacionalização do Capítulo 11 do Nafta e lançamos interpretações de algumas de suas cláusulas. Além disso, orientamos os peritos a continuar seu trabalho de exame da implantação e operacionalização do Capítulo 11, incluindo recomendações quando apropriadas. Os peritos deverão apresentar relatórios periódicos aos Ministros, no mínimo antes da próxima reunião da Comissão de Livre Comércio do Nafta. "Nossa opinião é que essas etapas contribuem para um funcionamento eficiente e transparente do processo de solução de controvérsias do Capítulo 11 e participação responsável e apropriada das partes em disputa. Ao mesmo tempo, concordamos em tornar acessível ao público, em tempo hábil, os documentos apresentados aos tribunais ou por estes emitidos, com relação ao Capítulo 11, conforme a interpretação. "Reafirmamos nosso sólido apoio a uma maior liberalização do comércio regional e multilateral, e observamos o importante papel que a cooperação regional, como o Nafta, pode ter no estímulo a uma maior liberalização do comércio multilateral. Nesse contexto, concordamos com nossa cooperação mútua em outros fóruns regionais e globais, como a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e Organização Mundial do Comércio (OMC). "Nossa cooperação sob o Nafta estende-se ao nosso sério compromisso de lançar uma nova rodada de negociações comerciais multilaterais na 4a Conferência de Ministros da OMC em Doha, Catar, devido à sua contribuição crítica ao crescimento econômico global e ao desenvolvimento. Assim como o Nafta demonstrou decisivamente que países com níveis diferentes de comércio e desenvolvimento se beneficiam de um acordo de livre comércio, estamos convencidos de que maior liberalização comercial na OMC pode trazer benefícios para todos os seus membros. Portanto, trabalharemos com nossos parceiros comerciais para obter uma agenda pragmática e ambiciosa que atenda aos interesses e preocupações de todos os membros da OMC. Esperamos trabalhar de maneira afinada e buscar outros parceiros comerciais para assegurar um lançamento bem-sucedido. "Acolhemos com satisfação os avanços da Alca relativos a uma maior transparência das negociações comerciais, por meio da divulgação inédita da minuta de negociação, e concordamos em trabalhar juntos para aumentar a transparência de outras negociações, como a OMC. "Finalmente, acordamos que o México será o anfitrião da próxima reunião ministerial da Comissão do Nafta, no segundo trimestre de 2002."

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